Nova diretoria da Petrobras(PETR4): o que muda para o investidor?

Na primeira semana de fevereiro, Graça Foster e outros diretores da Petrobras renunciaram seus cargos e a repercussão do mercado no dia seguinte foi de um aumento de 15% na cotação das ações da Petrobras. Essa reação otimista dos mercados reflete a expectativa de que o uma nova diretoria possa resolver num passe de mágica um problema que não lhe diz respeito: o esquecimento por parte dos investidores de que a Petrobras é uma empresa estatal e que portanto suas diretrizes são ditadas pelo governo e que por isso sempre haverá uso político da empresa. Ou seja, o governo faz o que bem entende dela, incluindo: fixação dos preços da gasolina para controlar a inflação, nomeando indicações políticas para seu quadro de funcionários, maior burocracia, e outras decisões que podem favorecer a sociedade como um todo em detrimentos dos acionista minoritários. É importante lembrar que quando na saída de Sergio Gabrielli a Graça Foster também era dada como a salvadora das Petrobras pelos investidores, que no dia de sua nomeação para presidente repercutiu 3% no valor das ações.
Pouco importa a reação pessimista do mercado em relação a nomeação de Aldemir Bendine para a Petrobras. No curto prazo, prazo oscilações bruscas podem acontecer, e as notícias podem influenciar no emocional e fazer com que o investidor cometa graves erros. O sócio de verdade tem que se preocupar com o os fundamentos da empresa e especulações de curto de prazo. Por isso, o melhor a se fazer nesses momentos é ter calma, evitar tomar decisões baseadas em emoções, esperar pelo balanço auditado da empresa e evitar as noticias muitas vezes tendenciosas sobre o tema.

Portanto, nada muda para o investidor, qualquer tomada de decisão deve ser tomada após a nova diretoria começar a apresentar os resultados de sua gestão.

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Até breve!

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